Acerca de mim

Esposende, Portugal
Bernardete Costa nasceu em Esposende, em 1949, tendo sido registada em Barcelos, onde residiu grande parte da sua vida. Em 1975, iniciou a carreira como docente no então ensino primário. Em 1984, muda-se para Vila Nova de Famalicão, onde se estreia na escrita jornalística e literária. O seu gosto pela escrita levou-a a publicar algumas obras literárias. Assim, em 2000, editou o primeiro livro de poemas “A Guardadora de Ausências”, com prefácio de Urbano Tavares Rodrigues. A boa recepção da obra por parte da crítica, entusiasmou-a a continuar a escrever, especialmente poesia. Em 2001, publicou o segundo livro, “Lugares do Tempo”, (prémio literário da Câmara Municipal de Barcelos), em 2002, a “Insubmissão dos Afectos” e, em 2004, “Cerejas aos Molhos”. Igualmente dedicado à infância, publicou, em 2009, o livro de contos “O Doce Canto da Sereia e Outras Histórias”. Publica agora pela mão da “Atelier de letras” o livro de Poemas para a juventude “Transpiração”, com a apresentação do escritor, valter hugo mãe. Para além destas obras, tem artigos em antologias várias. Bernardete Costa vive, actualmente, na avenida virada ao rio Cávado, em Esposende.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

UM PAÍS INCAPAZ DE SE OUVIR…

Que medo! Pois o fulano ainda mexe, vulgo, fala? Cortem-lhe a língua, como no passado, cortem-lhe a língua, ceguem-lhe os olhos ( “maior cego é aquele que não quer ver”, voz de burro povo…), cortem-lhe  a raiz ao pensamento, mesmo com serra elétrica, mas cortem… cortem….
Otelo quando fala é assim, tão grave como quando diz Zaratrusta " Deus está morto", e tremem os céus, as terras, os mares…
O 25 de Abril foi tão bom, ai que bom, saberá a chocolate? E os lambões lambuzando-se desse chocolate, e no gozo que lhes fica de tão elevado paladar, a fazerem-nos caretas, a deitarem-nos a língua de fora…
Que medo de Otelo, que medo dos militares, que medo das foices afiadas do povo!
Vá, continuemos a sorrir, a anuir, a abaixar as orelhas, a dizer amém por debaixo das patorras de Sarkozy e de Merkel e do deus mercado…para que se cumpra o destino dum país...incapaz de se fazer ouvir!

Bernardete Costa

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